Posted by : Jornalismo e Relações Públicas Uespi quinta-feira, 26 de novembro de 2015

O segundo dia da III Semana Audiovisual foi marcado por minicursos, mesas redondas e bate-papo com grandes profissionais explanando os seus conhecimentos para os estudantes presentes nas salas de aula. Durante toda a tarde desta quinta-feira (26), três minicursos foram ministrados ao mesmo tempo: Thiago Amaral com fotografia, José Quaresma e Alexandre Rufino com imagem organizacional e Samaria Andrade com o texto.

Integrante do conselho editorial da Revista Revestrés, professora mestra em comunicação, graduada em jornalismo e especialista em marketing, Samaria Andrade, tem um currículo extenso e foi através dele que ela ministrou um proveitoso curso sobre texto jornalístico.



A professora começou a sua explicação conceituando os principais pontos para uma boa escrita. "No lead você tem que ir do mais forte até o menos interessante, que seria um formato inverso do conto, da novela, do romance. As reportagens estão indo para outro caminho, mas a notícia pouco mudou, continua querendo responder as perguntas do lead, o que acontece é que começa a questionar se isso é suficiente", falou ela.

Samaria destacou ainda que a notícia dificilmente vai inventar um modelo diferente do que o modelo de você tentar responder o lead. "Isso não vai acontecer, mas existe muito mais espaço para formatações. Se nós estamos brincando com o texto, com a forma de contar histórias, por que eu tenho que ficar contente com aquela forma de contar do jornalismo?", questionou.

 Ainda sobre o líder, a especialista afirmou que atualmente as pessoas andam questionando o lead e não aceitando mais a sua formatação original. "Ele começa a ser questionado por ser superficial e incompleto, o público espera um tratamento informativo de maior qualidade, não está se satisfazendo só com esse padrão. Hoje em dia você pode ver que o texto jornalístico da televisão aberta é muito preso ao lead, já o da fechada é mais solto porque lá eles não tem muita pressão com a audiência e termina se dando espaço", declarou Samaria.

Em um outro momento, a professora citou os espaços atuais para se ter uma redação mais criativa: "Em reportagens, revistas porque tem uma periodicidade maior do que o jornalismo diário, livro reportagem, paginas culturais e documentários, entre outros; A criatividade deve passar por todas as etapas, na pauta, na coleta sobre com quem eu vou conversar, quem eu vou ouvir, na redação e na edição porque tem jornalista que pensa que não existe trabalho de edição mas é super importante", apontou.

Sobre a qualidade do texto, Samaria Andrade aconselhou: "Devemos diminuir os adjetivos, adjetivo demais enfraquece o poder do texto, prefiram os substantivos. Mesmo que tenha acontecido milhões de coisas, ele pode ser um texto longo mas tem que ser sintético e com clareza, o titulo pode ser mais criativo porque ele é o que vai fisgar a pessoa, só que se ele for enigmático demais ninguém vai saber o que ele vai tratar, então para isso existe o subtítulo", finalizou.

Por: Mayara Dias

Confira mais fotos da oficina: 






Deixe um comentário...

Subscribe to Posts | Subscribe to Comments

- Copyright © 2013 IV Semana Audiovisual UESPI - Shiroi - Powered by Blogger - Designe por Johanes Djogan com edições de Daniel Simão -